sábado, 24 de dezembro de 2011

MARAVILHOSO NATAL: A cantata dos Anjos

A cantata dos Anjos
Na vigília da noite, um anjo do Senhor anuncia o nascimento de Jesus aos pastores de Belém e uma multidão de anjos canta o primeiro natal (Lc 2:8-20).



O nascimento de Jesus Cristo seria apenas a chegada de mais um menino pobre ao mundo, mas os anjos dos céus anunciaram a chegada daquela criança à terra por espetáculos ímpares da glória de Deus. A humilde família que se alojou em um estábulo por não ter sequer onde acomodar o recém-nascido filho de Deus foi agraciada pela celebração dos céus do primeiro natal.

O nascimento de Jesus foi assim o encontro da simplicidade com o maravilhoso sobrenatural do céu em brilho, beleza e música, despertando no coração dos homens a alegria, que explica até hoje o verdadeiro sentido do natal.

A história do nascimento de Jesus começou com a visita do anjo Gabriel à Maria, estando ela comprometida a casar-se com José. O anjo saudou Maria como agraciada, pois ela recebera a graça de ser a escolhida para ser a mãe do filho Deus. O Espírito Santo desceu sobre Maria, sendo ela virgem. E a virtude de Deus a cobriu com a sua sombra gerando, no ventre dela, aquele que seria o salvador do mundo.

Quando José e Maria chegaram à Belém afim de alistarem-se, cumpriram-se os dias de Maria dar à luz. Ela deu à luz um menino e o envolveu em panos. Depois deitou-o numa simples manjedoura de um estábulo, onde hospedaram-se por não haver outro lugar para eles.

Perto do local onde estava o humilde casal com a criança, havia pastores que vigiavam os seus rebanhos. Naquela noite, apareceu a esses pastores um anjo e eis que um resplendor de luz da glória de Deus brilhou por cima daqueles pastores. Eles ficaram assombrados, mas o anjo disse-lhes para não terem medo, mas sim grande alegria, pois, na cidade de Davi, nascera o salvador do mundo.

No momento que o anjo terminou de falar aos pastores, uma visão fantástica embelezou a noite de Belém: uma multidão de anjos, em um palco de céu, reunida em coro, entoou a cantata do primeiro natal. Nas esplêndidas vozes angelicais, os pastores de Belém ouviram o som do céu, lindo céu, descer à terra nas palavras “ Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens ♫ ”.

Terminada a cantata celestial, os anjos se recolheram no céu e, emocionados, os pastores foram ao encontro do menino-Deus, que estava enrolado em panos em uma manjedoura. Quando os pastores chegaram até o menino, contaram para todos os que ali estavam o que os anjos disseram. Todos ficaram admirados com as palavras dos pastores. Mas Maria, mais do que isso, guardava todos esses eventos sobrenaturais conferindo-os em seu coração, concluindo que eles concordavam com a glória de Deus que ela mesma já experimentara.

Os pastores de Belém, após testemunharem a glória de Deus vinda aos homens através de um menino, eles saíram daquele estábulo louvando a Deus com hinos de louvor por tudo que tinham visto e ouvido naquela noite em Belém. E quem entender o que viram, ouviram e sentiram os pastores de Belém, entendeu o sentido do natal.

Leituras sugeridas
Lc 1:26-38 - Anúncio do nascimento de Jesus
Lc 1:41-56 - Maria visita Isabel e canta um cântico
Lc.2:1-7 - O nascimento de Jesus
Lc.2:8-30 - O anúncio do nascimento de Jesus aos pastores de Belém

REFLEXÂO
A essência preservada do primeiro natal



Em toda a simplicidade do primeiro natal, uma legião de anjos cantou no céu de Belém a graça de Deus trazida aos homens. Uma estrela brilhou mais do que todas as outras para anunciar o nascimento do filho de Deus. Ouro, incenso e mirra, presentes ofertados somente a reis, foram trazidos por magos do oriente para homenagearem o menino nascido em Belém.

Do melhor que se pode ter da luz, do brilho, da música, dos presentes e da beleza do natal, viu-se, ouviu-se e sentiu-se na noite em que se celebrou o nascimento do salvador do mundo, Jesus Cristo.

Mais de dois mil anos se passaram e o natal, todos os anos, continua sendo celebrado entre os homens com luzes, brilho, música e presentes. Mas mudaram o natal. Da simplicidade, fez-se o luxo; da manjedoura, fez-se a árvore de natal; do brilho da glória de Deus, fez-se bolinhas de natal; da boa música fez-se um dingo bel; da graça, fez-se comércio; e da verdade do nascimento do filho de Deus, fez-se a mentira do papai-noel.

Ainda assim, o primeiro natal não foi esquecido. Nos presépios, nas mais belas cantatas de natal, nas pinturas natalinas, na alegria e na trégua de um dia para demonstrar amor ao próximo, a beleza e a glória do primeiro natal chegam a todas as partes do mundo. Mudaram o natal, mas não apagaram a história do amor de Deus que faz continuar o primeiro natal até hoje.

A paz, a alegria e o amor são a essência preservada do primeiro natal. Por isso, sempre se diz “Feliz natal!”. Mesmo ofuscado pelas superficialidades e pelo consumo do nosso tempo, como a estrela de Belém, brilha o verdadeiro sentido do natal. E assim, a história do verdadeiro natal, do nascimento de Jesus, é contada e celebrada para que os homens aprendam a amar uns aos outros.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

MARAVILHOSO TEMPLO - Uma obra de excelência para a glória de Deus

MARAVILHOSO TEMPLO
Uma obra de excelência para a glória de Deus
Davi planeja e Salomão constrói um grandioso templo para honrar a Deus e a glória do Senhor consagra a grandeza da obra.
I Crônicas 22:1-8; 29:1-9; II Crônicas 5:1-14; 7:1-10



No local que comprou de Ornã, o jebuseu, para oferecer sacrifícios ao Senhor, o rei Davi teve a ideia de edificar ali um templo para Deus. Próximo a esse mesmo local, um anjo destruidor com sua espada havia arrasado Israel com peste por três dias. Mas Davi, mesmo aterrorisado pelo espada do anjo, disse que aquele local seria a Casa de Deus. Assim, o medo cedeu lugar à adoração no coração de Davi.

O Senhor se agradou da ideia e da itenção de Davi de edificar-lhe uma casa, mas disse a Davi que, por ele ter muito sangue de guerra nas mãos, o templo seria construído por seu filho Salomão. Davi, porém, antes de morrer, fez a planta do templo e ajuntou em abundância ouro, prata, madeira e outros materiais. Davi também chamou gente com habilidades específicas e sabedoria para o serviço nas obras. Para terminar os preparativos, Davi convocou e motivou o povo a encher a mão para trazer ofertas voluntárias para a construção do templo.

Davi disse que aquela obra era grande, pois não era para homens, mas para Deus. Com as ofertas levantadas, o rei Davi e o povo se alegraram com grande alegria.

Depois que Davi morreu, Salomão iniciou as obras do templo conforme a planta especificada por Davi. O templo foi revestido internamente com ouro puríssimo e ornado com pedras preciosas. No “Santo dos Santos”, onde ficaria a arca da aliança do Senhor, foram erguidos dois monumentais querubins de madeira cobertos de ouro. Assim, o templo de Deus foi edificado em todos os detalhes com devoção, sabedoria, preciosidade, grandeza e beleza.

Terminada a obra, Salomão convocou o povo de Israel para celebrar a consagração do templo através de um culto de adoração.

A celebração começou com a entrada da arca da aliança com os utensílios sagrados, carregada pelos sacerdotes e levitas. Em seguida, foram realizados os sacrifícios de carneiros e bois. Depois que a arca foi colocada no “Santo dos Santos” entre os querubins, entraram os músicos. Muito bem vestidos de linho fino, em coro eles cantaram em uma só voz e eram acompanhados pelos instrumentos musicais. Quando a música soou no templo, uma nuvem alastrou-se na casa, de sorte que os sacerdotes não conseguiram ficar em pé para ministrar, porque o templo estava cheio da glória de Deus.

Prosseguindo o culto, Salomão fez um emocionado discurso. Depois ajoelhou-se e, estendendo as mãos, começou a orar ao Senhor. Quando ele terminou a oração, fogo do céu caiu consumindo os holocaustos e sacrifícios, da mesma forma que naquele mesmo lugar, Deus recebera os sacrifícios de Davi, após o anjo destruidor arrasar Israel. O povo, vendo o fogo do céu cair e a glória de Deus encher o templo, curvou-se em terra e adorou o Senhor, pois a glória de Deus consagrara a adoração por excelência da obra de Davi e Salomão.

Leituras Sugeridas
I Crn 21:16-28 - O anjo destruidor ceifa 70000 homens de Israel
I Crn 22:1-8 - Davi decide erguer um templo para Deus
I Crn 29:1-9 - A alegria do povo em ofertar bens para a construção do templo
II Crn 5:1-14 - A obra é concluída e a glória de Deus enche o tempo
II Crn 6:1-11 - O discurso de Salomão
II Crn 7:1-10 - A oração de Salomão e a resposta de Deus

REFLEXÃO
Excelência por graça



O livro “A festa de Babette” conta a história de uma mulher que recebeu uma grande fortuna e usou todo o dinheiro para preparar um jantar excepcional como uma demonstração da sua arte de cozinhar e de sua capacidade de fazer as pessoas felizes quando dava o máximo de si mesma. Para suas patroas, Babette havia ficado pobre por desperdiçar uma fortuna com um jantar. Mas Babette tão somente diz: “O artista nunca é pobre”. A pessoa que mais apreciou o jantar de Babette foi o general que mandou fuzilar o marido e o filho dela. Para ela, conseguir fazer gente como o general feliz era a coroação da sua arte.

Aqueles que foram abençoados por Deus com dons especiais devem ter o mesmo sentimento de Babette: excelência por graça. O verdadeiro dom glorifica a Deus e abençoa as pessoas, por isso a sua manifestação é sempre excelência, nunca menos do que a excelência.

Aquele que honra o dom que lhe foi dado por Deus, como Babette, nunca dá menos do que pode em tudo o que faz ou se limita a quanto recebe de retorno. Se tivermos o sentimento de Davi e Salomão, que construíram um templo de excelência para Deus, como eles, veremos a glória de Deus encher-nos a vida e pessoas espontaneamente curvarem-se felizes para a graça de Deus.

No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o medo (I João 4:18). Quem busca a excelência e se doa por ela não tem medo de errar, não fica ansioso pelo que receberá, não retém por medo de perder o que tem, pois sempre tem muito. Não faz apenas o que deve ser feito como o servo inútil (Lc 7:10), mas faz com o coração, como se fosse para Deus e não para os homens (Col.3:23). E a glória de Deus sempre honra o que vem do coração com amor e excelência.

domingo, 21 de agosto de 2011

Maravilhosa Concepção: A sensação de Isabel

MARAVILHOSA CONCEPÇÃO

A Sensação de Isabel

Isabel, ao encontrar sua prima Maria, percebe a graça que ambas receberam de Deus e a criancinha salta de alegria em seu ventre.
Lucas 1:1-80




No tempo em que Herodes reinava na Judéia, houve um sacerdote chamado Zacarias que era casado com uma mulher chamada Isabel. Zacarias e Isabel eram tementes a Deus e viviam de forma exemplar conforme todos os mandamentos do Senhor Deus. Aos olhos da sociedade, porém, o casal não era perfeito porque não tinha filhos, pois Isabel era estéril e, tanto ela quanto Zacarias, já eram pessoas idosas. Assim, Isabel, por todos os seus dias, carregou a vergonha de ser uma mulher estéril no meio do seu povo e suportou o desprezo social.

Em um certo dia, quando Zacarias, conforme o costume sacerdotal, oferecia incenso no templo, apareceu-lhe um anjo enviado por Deus. Zacarias, ao ver o anjo, ficou maravilhado e temeu. Mas o anjo disse-lhe: não temas, pois Deus ouviu a tua oração e de Isabel.

O anjo disse a Zacarias que Isabel daria à luz a um filho a quem Zacarias deveria pôr o nome de João. Ao ouvir as alegres novas anunciadas pelo anjo Gabriel, Zacarias sentiu alegria, mas teve dúvidas, pois achou impossível ele ser pai sendo ele e Isabel idosos e Isabel, uma mulher estéril. Por ter duvidado, o anjo Gabriel disse a Zacarias que ele ficaria mudo até ver a glória de Deus para quem nada é impossível.

A palavra do anjo se cumpriu e Isabel engravidou. E estando Isabel já no sexto mês de gravidez, Deus enviou o anjo Gabriel à cidade de Nazaré para visitar Maria, a prima de Isabel. O anjo disse a Maria que ela fora agraciada por Deus para ser mãe do salvador do mundo, Jesus. Maria ficou surpresa com a notícia de sua gravidez, pois ela ainda não era casada e era virgem. Mas o anjo disse-lhe que o Espírito Santo desceria sobre ela e em seu ventre seria gerado o Filho de Deus. O anjo também revelou à Maria que Isabel foi também agraciada com a bênção da maternidade em sua velhice e que já era o sexto mês de gravidez para aquela que era chamada estéril.

Feliz da vida, Maria foi às montanhas visitar a sua prima Isabel. E sucedeu que chegando Maria à casa de Zacarias, saudou Isabel. Ao ouvir a saudação de Maria, Isabel ficou cheia do Espírito Santo de Deus e, tomada por sobrenatural sensação de felicidade, a criancinha saltou de alegria em seu ventre. Percebendo a presença de Jesus no ventre de Maria, em alta e vibrante voz, Isabel saudou sua prima: Bendita és tu entre as mulheres, e é bendito o fruto do teu ventre! E quem sou eu para vir visitar-me a mãe do meu Senhor?!

Maria ficou na casa de Isabel por mais três meses e depois voltou para casa. As duas primas passaram dias muito felizes, pois ambas receberam a graça de serem mães em condições impossíveis.

E eis que completou-se para Isabel o tempo de dar à luz, e ela teve um filho. Os seus vizinhos e parentes, ouvindo que ela fora abençoada com a graça de Deus, alegraram-se junto com ela.

Zacarias, que até então estava mudo, voltou a falar após confirmar para todos que o seu filho se chamaria João. E, cheio do Espírito Santo, Zacarias alegrou-se e louvou a Deus com um lindo cântico pela maravilhosa concepção de sua mulher e pela salvação que chegava a Israel através de seu filho João e de Jesus, o filho de Deus.


REFLEXÃO

De ventres estéreis, grandes nações;
De grandes nações , ventres estéreis



Deus criou o principio do “crescer e multiplicar”. Para que a terra fosse bem povoada, até de ventres estéreis como de Sara, Rebeca e Raquel, Deus fez nascer uma grande e numerosa nação.

Mas, hoje, de forma inversa, as grandes nações geram ventres estéreis. O rigoroso controle de natalidade é defendido em muitos países desenvolvidos quase sempre por motivos econômicos. Somado a isso, promovem-se uniões homossexuais e o individualismo. Assim, de forma lenta e gradual, faz-se desaparecer o conceito de família e, por conseguinte, a cultura de grandes nações.

No entanto, a longo prazo, os próprios interesses econômicos podem ser afetados quando o rigoroso controle de natalidade é aplicado à risca. Isso porque se uma geração envelhece e não deixa descendentes, faltará mão-de obra, que fatalmente virá da imigração. O problema da imigração é que não imigram-se apenas pessoas e mão-de-obra, mas também cultura, influências, religiões e costumes. Para entender a gravidade do problema, basta lembrar da história de Israel. Por que os israelitas passaram por tantos cativeiros? Porque mantiveram em suas terras as nações que o Senhor mandou lançar fora. Deus sabia que essas nações seriam um laço e a mistura de costumes levou seu povo à ruína moral, econômica, espiritual e social.

Há povos, como os muçulmanos, que ainda defendem o princípio do “crescer multiplicar”. Assim, fortalecem-se cada vez mais em número, espalham-se pelo mundo e expandem sua cultura, crenças e filosofias em outros territórios e nas mentes das pessoas.

É de extrema importância refletir quais nações crescem e se multiplicam nos dias de hoje. Não serão elas que povoarão e dominarão a terra já que os povos “ricos e inteligentes” se esterilizam? Haverá um futuro bom se boas coisas não se multiplicam? Pense nisso!